A adoção faz toda a diferença na vida dos animais que um dia se viram abandonados à propria sorte.
Se você tem uma história referente a animais que tenha tido um final feliz. Envie-nos um e-mail e a foto do bichano que nós publicaremos para você.
E-mail: contato@portavozanimal.com
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Marie
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História:
Oi, pessoal do Porta-voz!!! Eu sou a gatinha Marie! Fui resgatada num dia de verão muiiito quente. Fazia 40ºC, eu tinha apenas alguns dias, meus olhinhos ainda estavam fechados, e eu nem mesmo caminhava. Minha mãezinha me colocou num sótão, para proteger a minha vidinha! Só que a minha mamãe não voltou mais!!! Então comecei a chorar bem alto pra ver se a minha mãezinha voltava, por que eu estava com fome... Ela não me ouviu... Foi quando apareceu uma menininha de 9 anos chamada Viviann e sua mãe que ouviram os meus chamados, pediram pra um rapaz me retirar do sótão! Elas resolveram me ajudar e me colocar para adoção. Hoje estou com 1 ano e nove meses. Sabe, eu não era um bebê bonito e era "meio selvagem". Fui crescendo (não muito) e minha protetora descobriu que eu não tinha todos os meus dentinhos na parte superior da minha boca. Faltava até uma das minhas presas. As pessoas não me aceitavam por causa desta minha deficiencia. Minhas protetoras resolveram ficar comigo. (QUE BOM... porque eu já gostava delas). Fui castrada, moro com mais três maninhos que, assim como eu, foram abandonados. O mais novo tem 9 meses. ELE É O CARA MAIS CHATO que eu já conheci... Não gosto muito dele. Então com a vinda dele pra MINHA CASA, fiquei muito aborrecida, entrei em depressão profunda e acabei com fungo. Tinha desistido de viver...
Minha protetora, procurou a tia Nina que indicou uma clínica onde fui levada e atendida pela Dra Rejane com todo carinho e paciência. (OBRIGADA, Dra!) Atualmente estou bem. Recuperada... Mas continuo não gostando daquele cara chato que veio aqui pra minha casa!
OBRIGADA Tia Nina, pela tua orientação. Pela Tua dedicação aos felinos!
Cristina
22/09/2007
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Simon
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História:
Data: 21/02/2007
Oi gente...
Eu sou o Simon. Foi a tia que está me abrigando que me deu este nome, porque nem nome eu tinha. Eu era mais um gatinho de rua, e ficava vagando por aí. Era muito ruim, eu sentia muita fome, muita sede e não conseguia dormir direito, porque na rua os perigos são muitos.
Às vezes, eu tinha que entrar num bueiro junto da calçada pra fugir dos cachorros que andavam por ali... Houve um problema com meu olho, uma coisa que não sei contar. Só sei que doeu muito e depois eu fiquei vendo só com o olho que está bom. Eu entrava pela grade de um condomínio e ia até a lixeira quando a fome era demais.
Mas nem sempre achava o que comer. Quando não agüentava mais, miava bem alto. Foi assim que outra tia me viu e passou a me dar comida e água todos os dias. Depois, um dia, eu deixei ela me tocar e me fazer carinho. Foi bem legal. Então ela me pegou, me levou pra casa mas, como não podia ficar comigo, chamou outra moça, e eu fui com ela, que está cuidando de mim.
Eu sou um gato muito lindo, mas preciso dar um jeito no meu olho pois ouvi dizer que corro perigo deixando meu olhinho assim, então vou fazer uma cirurgia e sei que vou ficar mais lindo ainda e também disseram que vão me castrar, não sei o que é isso mas deve ser para o meu bem.
Mas para isso preciso que vocês ajudem pois além de mim tem muitos outros bichinhos necessitando de muitos cuidados e medicação.
Ajudem a tia a pagar minha cirurgia, pois sei que melhorando meu visual tenho mais chances de conseguir uma família e também não quero correr o risco de pegar uma infecção e acabar indo pro céu dos gatinhos sendo eu tão novinho, devo ter uns 10 meses.
Me ajudem, não deixem a sorte parar de sorrir para mim.
Miaus carinhosos para vocês...
Simon
Data: 28/0307
Eu já fiz minha cirurgia, agora estou me achando mais lindão ainda. Os tios Vets que estão cuidando de mim fizeram um belo trabalho.
Estou só esperando o momento de sair daqui. Estou pedindo ao Papai do Céu que ache um lar bem legal pra eu morar.
Abril/2007
Papai do Céu ouviu minhas preces e agora eu tenho um lar, tenho, carinho e até maninhos. Sou muito amado e desejo que todos os animaizinhos, inclusive os especiais como eu, consigam ter a sorte que eu tive.
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Dorinha
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História:
Que tipo de seres humanos espancariam um animal que conseguira, segundos atrás, escapar de um atropelamento?
Que tipos de seres humanos cairiam como "marimbondos enlouquecidos", batendo com vassouras e cadeiras numa bichinha com este olhar? Que entrara na padaria apenas em busca de refúgio e socorro, confiando na bondade de humanos.
Que tipo de ser humano, que apesar de deixar bem à vista de todos uma imagem de Nossa Senhora, talvez tenha esquecido os mais simples preceitos de caridade que a Mãe do Senhor sempre colocou em prática.
Que tipo de ser humano coloca bem à vista da clientela, perto da caixa registradora, um calendário da filosofia Sheisho-no-ie, que só divulga bons preceitos, mas que certamente não os lê e muito menos cumpre?
Que tipo de ser humano tem a preocupação de explicar para cada cliente que passava pela caixa registradora para efetuar o pagamento de suas compras, que "uma cadela de rua havia entrado na padaria, quase na hora de fechar, fugindo de um atropelamento e que os guris, que faziam a limpeza, apenas haviam tentado expulsá-la da loja"? Esquecendo de dizer que usaram vassouras e cadeiras para tanto.
E afinal... como a "nobre senhora", que estava no caixa da padaria ontem (29/11) declarou: "pra que tanta confusão com uma cadela de rua???? Até na Rádio colocaram???"
As agressões só terminaram quando uma senhora recolheu o animal e o levou para atendimento na Clínica Lorenzoni, onde foram constatadas várias lesões e hematomas resultantes das agressões. O laudo, expedido pela Veterinária que atendeu o animal é bem claro em relação a isso.
Se alguém conseguir aceitar tudo isso como uma coisa normal... compre pão na Padaria João Pessoa, Localizada na Av. João Pessoa, 1019, em Porto Alegre/RS, pois deve ser aquele que o Diabo amassou!!!! E merece saboreá-lo.
TEXTO DE UM SER REALMENTE HUMANO QUE ASSISTIU TAMANHA BARBÁRIE
Esta mensagem, infelizmente é bem triste, mas espero que tenha um final feliz.
Ontem à noite, por volta das 20:30 ocorreu um fato que chocou todos que assistiram. Faz já uns 3 dias que apareceu na Redenção uma cadela vira-latas amarela, porte médio, aparentemente perdida, pois ficava cheirando e andando sem parar como se estivesse procurando alguém. O pessoal aqui da rua (Travessa da Paz) e da José Bonifácio, que freqüenta o Parque, passou a alimentar a cadela, que, no entanto permanecia arisca, não deixava ninguém se aproximar.
Ontem (28/11) à noite, entre 20:30 e 21hs, a cadela resolveu atravessar a Av. João Pessoa, bem ali na altura da José Bonifácio e quase foi atropelada, como os carros frearam bruscamente, buzinando, a cadela se assustou e se abrigou dentro da padaria que fica na João Pessoa, bem em frente à José Bonifácio, acho que por ter visto a porta aberta.
Ocorre que a bichinha encontrou um destino muito pior dentro da padaria do que na rua, pois foi recebida a chutes , pauladas, cadeiradas pelo dono da padaria e seus empregados.
Eram uns 5 homens a espancar, cruelmente e sem piedade a pobre cusquinha assustada. As pessoas que passavam ali em frente pararam e começaram a xingar o pessoal da padaria, mais eles batiam e mais a cachorrinha se encolhia. E eles ainda davam gargalhadas.
Uma vizinha minha que viu o fato recolheu a cadela e trouxe pra uma outra vizinha. Depois desse lamentável episódio, nós levamos a cadela para ser atendida na emergência da Clínica Lorenzoni, que fica aqui perto e tem plantão à noite. A pobre cusca sangrava bastante e mal conseguia se mexer devido as pancadas.
Depois de examinada a veterinária constatou que ela tinha um corte próximo à cauda e muitos hematomas e escoriações, mas aparentemente não tinha fraturas. Ela ficou internada na Clínica e se tudo correr bem terá alta hoje. A minha vizinha, que se encarregou das despesas, irá buscá-la e ficará cuidando dela até que consiga um lar.
Ela é porte médio pra grande, muito dócil, pois mesmo toda dolorida e machucada deixou que a pegássemos, e já é velhinha.
Agora o mais importante, a padaria chama-se Padaria João Pessoa, e fica na Av. João Pessoa, mas ou menos no n° 1025, bem em frente à Rua José Bonifácio.
Por favor, reencaminhem para seus contatos para que todos saibam que tipo de estabelecimento é este e para que ninguém mais compre um ovo sequer neste lugar.
Talvez assim possamos evitar que cenas deploráveis como estas se repitam.
Hoje as minhas vizinhas iam à Delegacia registrar a ocorrência, para que este fato insano não passe despercebido.
Muito obrigada pela atenção de vocês e se vocês souberem de alguém que queira uma cusca velhinha, mas muito docinha, tem uma procurando um lar.
Izabel Motta
Data: 16/02/2007
Alguns adotantes se apresentaram para adotar a Dorinha, porém a pessoa que a acolheu não ficou satisfeita com nenhum deles. Mesmo sendo orientada por nós, que a Dorinha estaria em um lugar seguro, tudo foi inútil. Diante disso, resolvemos deixá-la com a pessoa que a recolheu naquele trágico dia. Pois parece ser ela a única capaz de cuidar da cadelinha como ela merece.
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Um ato de humanidade
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História:
Pessoal, é muito importante que a mensagem abaixo, redigida por mim, seja lida e, principalmente, refletida! Sofremos toda a tarde de hoje, mas graças a Deus teve um final feliz. Espero contribuir abrindo o coração de todos vocês. Passem adiante, se assim desejarem. Valeu!!!!
Hoje, pelo segundo dia consecutivo, chego em casa presenciando uma lastimável imagem: um pobre e triste cavalo maltrapilho resistindo à vida. Assim como ontem, o coitado do animal foi literalmente “jogado” em um mísero mato existente em frente ao edifício onde o meu marido e eu moramos, sob um sol escaldante das 13 horas, em pleno dia 11 de janeiro, ou seja, exposto impiedosamente a este verão que nos judia mesmo à sombra. O cavalo estava lá, amarrado por uma corda curta, cabisbaixo, sujo, com feridas espalhadas pelo seu esquelético corpo, enfim, judiado, doente e sem chances, apenas a esperar... Esperar pelo seu indesejável destino, pela dolorosa tarefa de carregar uma carroça pesada e cheia de caliças, para ser chicoteado sem compaixão e ainda assim não receber qualquer bônus pelo seu esforço. Entro em casa e me deparo com o olhar agoniado e revoltado do meu esposo – ele nem precisou falar para eu saber a origem da sua dor, pois o sentimento era recíproco. Resolvemos tomar uma atitude, tentar fazer acontecer por uma causa que consideramos nobre em nossas vidas, o mínimo que cada cidadão deveria fazer, a busca pela justiça e dignidade. Ligamos para a Brigada Militar, na qual nos orientou a entrar em contato com a EPTC. Assim o fizemos, sendo que o mesmo nos informou que o assunto em questão era de responsabilidade da Patrulha Ambiental. Pois bem, não iríamos desistir tão facilmente. Meu marido ainda levou, antes de sair para o trabalho, 2 baldes cheios de água para o bichinho, que, sedento, secou o recipiente com voracidade, retribuindo com um olhar de humilde agradecimento e submissão. Foi uma cena de cortar o coração! O calor estava consumindo o animal, que mal conseguia se mexer, tamanha sua fragilidade. Registramos nossa queixa (por garantia, retornamos a ligar inúmeras vezes, numa atitude já desesperada) e permaneci, ansiosa, pendurada de plantão na janela do apartamento, na esperança que “os salvadores” chegassem – duas horas e meia após a primeira ligação, finalmente a ajuda! Um funcionário da EPTC chegou de moto para checar a ocorrência. Um minuto se passou e lá veio o “dono” do cavalo, pronto para “justificar” uma situação longe de ser explicável. A Patrulha Ambiental entrou em contato pelo rádio com o “azulzinho”, no qual confirmou o estado crítico do animal e proibiu a retirada deste do local, até a vinda dos responsáveis para uma vistoria. Meia hora depois a cena de lavar a alma: uma viatura da EPTC, composta de dois funcionários do órgão e dois da Patrulha Ambiental – após, pasme, longa espera de quase três horas destes agentes (coitados, sob aquele calor e posterior chuva...), que permaneceram de guarda ao lado do animal, finalmente veio o caminhão para levar o cavalo a um local mais digno, resgatando a decência humana refletida num animal sem grandes chances! Não há recompensa maior do que essa! Valeu, enfim, a nossa compaixão, a persistência e, principalmente, a atitude! Sabemos da miséria que aflige cada dia mais os menos afortunados, mas nada justifica a agressão e descaso aos animais (afinal, ele só precisava de capim, água e carinho) – eles não podem pagar pela revolta e loucura dessa “raça tão desumana” dos dias de hoje, já tiramos demais o que era deles. É nisso que meu marido e eu acreditamos e será por isso que continuaremos lutando – nossa filha, que daqui há 4 meses estará chegando a este mundo, não merece crescer cercada de tamanha falta de sensibilidade – desejamos um mundo melhor e mais humano para ela, se Deus quiser.
Durante a minha incansável espera pela chegada do socorro, percebi incrédula, que algumas pessoas passavam pelo bicho sem ao menos virar o rosto, num descaso explícito, outras, entretanto, paravam e olhavam com piedade, mas continuavam seus caminhos, quem sabe consolando a si mesmos com um “não há nada que se possa fazer” ou talvez “não posso, não tenho tempo”. Os agentes que atenderam as nossas súplicas me informaram que eles dependem, muitas vezes, de denúncias como a nossa para que sejam tomadas as atitudes cabíveis; pensei “com meus botões”, se cada cidadão fizesse o mesmo, quem sabe viveríamos numa situação diferente, poderíamos todos nos transformar em “gente que faz”!
Valeu EPTC, valeu Patrulha Ambiental! Principalmente aos quatro agentes, anônimos e grandiosos para mim, que permaneceram pacientemente ao lado do cavalo até a chegada do resgate. Vocês nos mostraram que ainda é possível reverter situações dadas como perdidas. Para vocês, o nosso mais sincero obrigado!
Adriana e Rafael.
OBS: telefone da Patrulha Ambiental: 3339.4568.
Considerações da Equipe Porta-voz Animal:
Apesar de, nesse momento, o Cavalinho ter tido um final feliz, nós sabemos que daqui a 90 dias ele estará com suas feridas curadas, estará forte e bonito novamente. Então será leiloado e muito provavelmente os mesmos insanos que o deixaram nesse estado lastimável, lá estarão, prontos para arrematá-lo em leilão.
Até quando essas barbáries serão admitidas pelos nossos governantes????
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Coney
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História:
Sim, milagres acontecem, e apesar da idade do cão e dos quase 13 dias do sumiço, com a colaboração de várias pessoas que passaram a divulgar o desaparecimento e cuidar alguma informação, e mais ainda, a bondade, humanidade e tantos outros bons sentimentos da Dra.Beatriz, da Clínica veterinária São francisco, em P.Alegre, que estava de férias no Imbé, RECUPERAMOS o nosso querido Coney.
A Beatriz em sua caminhada, na região da sua casa na praia, deparou-se com o bichinho, já agonizante, muito sujo, ferido, com pulgas, carrapatos, mais morto que vivo (no dia 04/01/2007, ele fugiu dia 24/12/06), e mesmo assim o levou para sua casa, onde deu banho, medicou, alimentou, enfim, cuidou; no dia seguinte espalhou cartazes em clínicas, padarias, etc.
Uma dessas pessoas que tinham conhecimento do fato contaram para uma amiga que está de férias no Imbé, que me avisou; imediatamente entrei em contato com a Beatriz a após a troca de informações e muita emoção, concluímos que se tratava do Coney (tudo isso, no dia 05/01, por volta das 19h; minha amiga foi até lá e confirmou que era o Coney.
Meu marido, eu e minha mãe rumamos ao Imbé ao seu encontro, onde conhecemos as pessoas maravilhosas que o salvaram!
Ele realmente estava muito debilitado, embora já medicado pela Dra. Beatriz (foi quando soubemos ser ela veterinária), embora ela tenha avisado que ele precisava de exames complementares.
No sábado ele foi à Clínica do Dr. Osmar, no Imbé, onde teve de ser operado do ouvido esquerdo, de onde foram retirados 07 bernes (pobre bicho...) e a tarde já encontrava-se bem melhor, mais tranquilo; sua aparência vai melhorar, pois está com vários problemas de pele e ferimentos e fungos.
No final da tarde de sábado, foi apresentado aos seus outros salvadores, nosso círculo de informações, que foi o elo de sua volta; nos faz ter certeza que a união faz a força!
Voltamos para POA, ainda no sábado à noite e desde então ele está em casa, bem menos agitado, já dorme, come um pouco melhor, já mexe o rabo, etc.
Estamos muito felizes: pelo reencontro e por poder acreditar que pessoas boas existem, existem sim.
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Tommy encontra um lar
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História:
Oi!
Eu sou o Tommy, um gatinho cego.
Recebi este nome em função de uma tal de ópera rock, que dizem foi muito famosa a muito tempo atrás, quando eu não era nem projeto de gatinho... Coisas de humanos... O personagem principal da ópera também é cego, mas campeão de pimball.
Por ser cego, acabei caindo num lago, perto de uma Ponte de Pedra, no final de uma avenida muito movimentada, no Centro de Porto Alegre/RS. Na noite em que caí, estava muito frio!!!!! Mas consegui me segurar num arbusto e fiquei com metade do corpo dentro da água, brigando por minha vidinha... Cheguei a pensar que iria para o céu dos gatinhos. Mas sou um bravo guerreiro!!! Agüentei até de manhã, quando uma cadelinha que passeava com sua dona me viu e fez tamanha barulheira que logo me tiraram do lago... Ufa...
Eu tremia e tentava arranhar todo mundo, pois não enxergava nada. Tava com muito medo! Fui levado para uma clínica e a tia Vet que me atendeu atestou que eu estava com hipotermia... e o pior... disse também que meus olhinhos não tinham salvação. Isso eu sabia, pois faz um tempão que não enxergo nada: só ouço sons e uso meus instintos para me guiar.
Tô aprendendo a ser um gatinho cego... Mas é dura a vida de um gatinho de rua, ainda mais não enxergando os perigos que o mundo apresenta. Fui para outra clínica e lá outra tia vet me operou. Tirou um dos meus olhinhos, o outro não precisou... Ele já tava perdido a muito tempo... Agora tô me refazendo, comendo bastante e tentando entender este mundo sem luzes...
Os humanos que me resgataram defendem a idéia de que bichinhos "portadores de necessidades especiais" (é assim que eles nos chamam), podem levar uma vida tão boa quanto os que tem olhinhos e patinhas completos. E eu assino embaixo! Não quero morrer agora, depois de tanta luta para não congelar no lago, naquela noite horrorosa!
Também soube que numa tal de Internet tem uma coisa chamada orkut e que lá tem muitos bichinhos como eu... "portadores de necessidades especiais" (tô aprendendo...) ceguinhos, sem patinhas e uns que andam em cadeirinhas de rodas e, nem por isso são menos amados por seus donos. Mas esse é o meu único problema: não tenho "dono"... Sou bem tratado, recebo visitas de uns humanos que falam bem baixinho comigo... mas preciso de uma casa e de alguém que me aceite da maneira como sou.
Se você for um humano com paciência para me ajudar nos primeiros tempos de convivência e que não se importe com "diferenças", pense na possibilidade de me adotar.
Me dê uma chance de demonstrar que eu perdi apenas minha visão, não a capacidade de demonstar amor e afeto. Data: 30/08/2006 Hoje a tia Vet disse que já posso ser adotado por alguém que tenha paciência de me ajudar nesses primeiros tempos.
Novembro/2006
Finalmente encontrei o amor tão sonhado, agora eu tenho "pais" e maninhos. Moro numa casa onde me fazem muito carinho e tenho bastante espaço prá brincar. Eu estou tão feliz que quero deixar registrado aqui toda a minha gratidão e o quanto eu já amo essa família linda que me acolheu.
Viram só como estou lindão...
Miadinhos agora muito felizes
Tommy
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Sargento encontra um lar
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História:
Chegou até nós um pedido de socorro para um gato, na Vila dos Sargentos, Bairro Serraria, Porto Alegre/RS. As informações que recebemos é de que "ele era do beco"... Todo mundo "cuidava", mas não tinha um dono propriamente dito. Bem... Nem todo mundo "cuidava", pois ele havia sido atacado a pauladas e encontrava-se em péssimo estado, já há dois dias.
Quando tomamos conhecimento que um gato havia sido agredido a pauladas, nos desesperamos, pois não havia como nos deslocarmos para aquele bairro distante tão tarde da noite.
Na manhã seguinte fomos até lá a fim de resgatá-lo e o que vimos nos deixou chocadas: o animal estava dentro de uma caixa de papelão há dois dias,
naturalmente sem se alimentar nem tomar água. Ele já apresentava mau cheiro.
Não tínhamos tempo a perder, era preciso agir e agir rápido, sabíamos que a vida dele já estava em risco e em nossas mãos.
Durante o longo percurso, do Bairro Serraria até a Clínica no Bairro Menino Deus, o pobrezinho já não miava, não se mexia, estava ali quietinho parece que sabia que afinal estava chegando o tão esperado socorro.
Ao chegar à Clínica foi constatado que o maxilar do animal estava fraturado em três pontos bem complicados, além disso, estava profundamente desidratado, com dentes quebrados e a língua cortada, provavelmente em virtude da pancada que levou. O nariz estava em péssimo estado. E o olho direito totalmente congestionado e com derrame. Foi submetido à cirurgia de redução de mandíbula. O procedimento usual é unir as partes quebradas com fio de aço.
Ele terá que ficar assim por, no mínimo, 45 dias. Quanto aos dentes, não se pode fazer quase nada e ele perdeu a visão do olho esquerdo. A Vet avaliou e optou pela retirada da córnea e sutura a pálpebra.
O Sargento (assim o batizamos) foi submetido a tratamento para controlar a infecção que apresentava por falta de socorro imediato. Nos casos como o dele cada minuto é precioso e ele ficou dois dias sem assistência. No momento está respondendo satisfatoriamente ao tratamento. E havia um agravante a mais... O Sargento é um gato com sete anos aproximadamente, ou seja, não é mais nenhum bebê!!!!
O Sargento ficará internado um longo tempo, até que as fraturas soldem. Nos primeiros dias recebeu soro glicosado como alimentação e depois passou a ser alimentado na boca (ele ainda não consegue comer sozinho) com "pastinhas",
aquelas de latinhas.
O Sargento está perdendo muito pêlo e emagreceu bastante em função do stress a que foi submetido: agressão, cirurgias e troca de ambiente. Perdeu um olhinho, mas está enfrentando a situação de maneira corajosa, tentando reaver sua vidinha. Assim que tivermos novidades postaremos aqui nesta página.
NOVIDADES SOBRE O RESTABELECIMENTO DO SARGENTO: ele foi transferido de clínica, pois os procedimentos mais urgentes já foram realizados.
Entretanto, um outro problema surgiu... Houve rejeição nos pontos da sutura do olhinho e um princípio de infecção, que já está sendo tratada. Após o controle da infecção, nosso amiguinho será submetido a outra cirurgia no olho. Em linguagem leiga, a Vet vai fazer uma espécie de telinha no lugar onde ficava a córnea e depois suturar a pálpebra novamente. Isto evitará que fique um "afundamento" onde antes havia o olho. Na realidade, podemos dizer que é uma "plástica", para que nosso gatão fique mais bonito! O Sargento fez uma amiguinha na clínica, uma gatinha tigrada que foi castrada recentemente e espera por um lar. Quando ele se afasta, a Margarida mia desesperadamente, pois quer o amiguinho perto dela. No mais, ele ganha além de petiscos especiais, mimos de toda a equipe da clínica e adora dormir numa caminha bem fofa sob o sol que entra pela janela.
Data: 29/08/2006
Finalmente o sofrimento do Sargento está chegando ao fim. Na sexta-feira (01/09/2006) serão retirados os pontos da última cirurgia mas ele já está de alta, só aguardando alguém muito especial que queira adotá-lo. Nosso amiguinho continuará hospedado na Clínica até conseguir um lar definitivo.
Data: 05/09/2006
Depois de tanto sofrimento, de ter a rua como "lar", de ser alimentado por pessoas do beco onde transitava, depois de ter sido brutalmente espancado, ter passado por várias cirurgias Sargento saiu vencedor na luta pela vida.
Ele ganhou uma família maravilhosa! Foi batizado de "Órion".
No seu novo lar ele tem alguns "irmãozinhos" (de 4 patas), muito espaço para se divertir e tomar sol e não tem acesso à via pública.
Nós ficamos maravilhadas com a preocupação e cuidados que os "pais" do Órion têm com seus animais. Na casa tudo foi projetado para que um animal se sinta realmente livre e feliz. Em toda a nossa trajetória ainda não tínhamos visto nada igual, é simplesmente um paraíso para os animais.
Agradecemos, de coração, a todos os que de uma forma ou de outra contribuíram para que a história do Órion (Sargento) tivesse um final feliz.
Breve estaremos disponibilizando fotos do Órion em seu novo lar.
Data 06/10/2006
É com tristeza que venho comunicar que o nosso amiguinho Sargento (Órion) depois de um mês tentando ser adaptado à sua nova morada não aceitou, de forma alguma, os seus maninhos de 4 patas.
Essa característica dele nós desconhecíamos pois durante o tempo em que esteve internado não tinha contato direto com outros animais.
Com os humanos ele é um gato super amoroso, dorme na cama, pede carinho, ronrona bastante, mas é o tipo do animal dominante, não aceita outro em seu território. E por ser um gato de porte grande que vivia na rua aprendeu a brigar e ganha qualquer "luta".
Foi com tristeza que os adotantes do Órion, que acompanharam toda a sua história e que já o amavam muito, tiveram que abrir mão dele para preservar a integridade de seus bichanos.
Ele está hospedado num hotel para animais e necessita urgente de uma família que não tenha outros bichos.
O humano que o adotar terá um grande companheiro, mas terá que ser o único animal da casa.
Esta adoção se faz URGENTE, pois ele precisa e merece, depois de tanto sofrimento, de um lar definitivo.
Dezembro/2006
Por mais atenção o Sargento que tenha recebido, tanto da nossa parte, quanto da parte dos ex-adotantes e também dos funcionários do hotel durante todo o tempo que esteve hospedado ele não tinha um lar de verdade.
Depois de inúmeras tentativas frustradas para encontrar, aqui em Porto Alegre, um novo lar para ele, eis que surge, lá de longe... muito longe... uma paixão irresistível pelo nosso amiguinho... Essa história de amor será contada por ela. E postaremos aqui assim que a recebermos, juntamente com as fotos que nos serão enviadas. Mas podemos adiantar que essa paixão surgiu em Brasília e ela tem um nome: ANA PAULA.
Ela entrou em contato conosco e depois de várias conversas, concluímos que o Sargento estava prestes a ganhar um lar muito especial e que valeria a pena ele viajar algumas horas de avião para livrar-se de vez do "cativeiro" (hotel onde ele se encontrava) para finalmente ter a família que ele sempre sonhou, ou seja, ser muito amado e também ser "filho único".
Mais notícias em breve.
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História de CORAGEM
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História:
Este é o "Coragem", abandonado a cerca de um mês, nas ruas de uma cidade da grande Porto Alegre/RS.
O "Coragem" viveu muito tempo por ali....dependendo em "maior ou menor escala da bondade de estranhos".
Em uma casa ganhava água, em outra restos de verduras e num terreno baldio achava alguns montinhos de capim para comer.
Mas ruas calçadas, com paralelepípedos, não são o melhor "habitat" para um cavalo desferrado e com problemas numa pata, pois "Coragem" tem, ao que tudo indica, uma fratura consolidada de maneira inadequada numa das patas, bem próximo ao casco.
Provavelmente em função de não poder mais puxar uma carroça, tenha sido descartado por seu antigo dono.
Mas, ontem a sorte de "Coragem" mudou: nós o resgatamos e levamos para um
sítio, com muita grama e espaço, não para correr, pois isso ele não fará nunca mais, mas para caminhar com tranquilidade, apesar da pata, que às vezes falha.
Hoje (05/09/06) ele vai passar por uma avaliação veterinária e receber todos os cuidados de que necessitar, começando por vermífugos e será necessário RX para avaliação do estado clínico de sua pata para um porterior tratamento.
A equipe do www.portavozanimal.com agradece a todos que se empenharam para que este "imposible dream" acontecesse.
Nesta noite, enquanto "Coragem" descansava em seu novo lar, cercado de muito verde e carinho, nós adormecemos sonhando com o dia em que todos os cavalos que gastam a sua última gota de energia puxando carroças, possam viver em liberdade.
Apesar de Coragem ainda necessitar de cuidados Veterinários podemos dizer que este valente animal está tendo um "Final Feliz".
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Mutirão de castrações de animais domésticos
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História:
No sábado, dia 09/09/06, realizou-se o primeiro mutirão de castração de animais domésticos de Porto Alegre/RS. O evento aconteceu em parceria com o Hospital Veterinário da UFRGS que cedeu uma sala cirúrgica com 6 mesas.
Uma equipe composta por veterinários, estudantes da UFRGS e voluntários trabalhou durante todo o dia para que o mutirão acontecesse.
Os animais foram agendados previamente e grande parte deles veio de regiões carentes de Porto Alegre e da Grande Porto Alegre.
A procura em massa mostrou que a população de Porto Alegre e arredores anseia por políticas públicas que contemplem a demanda por esterilizações de animais domésticos.
Neste dia foram esterilizados 124 animais: 30 cadelas, 2 cães, 39 gatas e 53 gatos. Estes dados mostram que grande parte das pessoas demonstra uma noção de responsabilidade em relação às crias de seus animais, mas por outro lado fica bem claro o preconceito em relação a esterilização de cães (machos).
O número absurdamente pequeno de apenas 2 cães machos castrados mostra que neste quesito ainda impera o pensamento antigo de que o animal castrado perde sua força, sua virilidade, não serve mais para guarda e coisas do gênero, mitos ainda não superados pela esmagadora maioria da população.
A alegria das pessoas que retiravam seus animais, depois da cirurgia e o ambiente de cordialidade contagiou a todos. Apesar da estafa, "pós mutirão", a Equipe já está trabalhando para que outro mutirão aconteça o mais breve possível.
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